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sexta-feira, 6 de junho de 2008

Arte como Conhecimento

É senso comum que o público apreciador de Artes no Brasil é escasso, em parte porque as pessoas não são incentivadas a isso desde cedo. Assim, a maioria fica à margem de todo esse universo de possibilidades cognitivas oferecidas pela arte por meio de suas obras, de sua história e do "fazer artístico", como afirma Ana Mae Barbosa (BARBOSA, 1991), no seu livro "A imagem no ensino da arte".
A arte faz parte da herança cultural das sociedades, mas a maioria das pessoas não tem acesso por não ter desenvolvido a capacidade de usufruir daquilo que as manifestações artísticas têm a oferecer e a disciplina de Artes tem por finalidade possibilitar esse acesso.
Se o aluno, numa prática dessa natureza, for levado a usar sua experiência cognitiva, não somente como uma forma de aquisição de habilidades manuais ou técnicas, então ele utilizará suas s habilidades cognitivas na apreensão da realidade, e assim compreendê-las na construção de um conhecimento novo.

BARBOSA, A. M. A imagem do ensino da arte: anos oitenta e novos tempos. São Paulo: Perspectiva, Fundação IOCHPE, 1991.

domingo, 11 de maio de 2008

As fronteiras do Desenho

A disciplina de Desenho estabelece interessantes relações com outras áreas de conhecimento. Em uma dissertação de Mestrado (“As Fronteiras do Desenho") defendida pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina, em 2001, Maria Lucia Valenga relaciona as formas da natureza com as formas geométricas e discute como estas formas se refletem nos objetos da vida cotidiana.
“As profissões ligadas à representação gráfica como o Desenho Industrial, a Arquitetura ou as Engenharias, têm como elemento fundamental na sua formação a disciplina de Desenho” (...) “O desafio está em como estabelecer relações com os elementos do mundo que o rodeia para trabalhar os conteúdos acadêmicos e, ao mesmo tempo, despertar a sensibilidade para uma nova visão deste mundo e a aplicação dos conhecimentos à própria vida". E questiona: "como transformar conteúdos que sempre foram transmitidos de forma clássica em uma nova linguagem que contribua para a preparação do aluno para a realidade e para a vida?".
Discute ainda as relações do desenho com a natureza, com as formas e os números, com a arte e com os objetos.


Quantas outras relações podem surgir que serviriam de estímulo para o aprendizado do desenho integrado como elemento de representação!
Assim, é preciso reconhecer que o ensino do desenho é base desde a expressão artística até o desenvolvimento de projetos que atendam às necessidades humanas e aplicada às mais diferentes propostas de design, como jóias, embalagens, marcas e logomarcas, entre outras aplicações.